Mato Grosso registrou em 2025 o menor número de focos de queimadas desde o início da série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 1998. Ao longo do ano, foram pouco mais de 11 mil registros, uma queda de 78% em relação a 2024, quando os satélites detectaram mais de 50 mil focos no estado.
O recuo ocorre após um ano de forte alta. Em 2024, Mato Grosso concentrou parte expressiva do aumento das queimadas no país, em um cenário marcado por seca prolongada e temperaturas elevadas. O próprio Inpe aponta que aquele foi o ano com maior número de focos no Brasil desde 2010.
Em 2025, a redução foi observada desde o início do ano. Fevereiro, que historicamente registra média de 384 focos no estado, teve apenas 22 ocorrências, segundo a base do Inpe.
Entre os biomas, a Amazônia concentrou o maior número de focos em Mato Grosso em 2025, com 6.597 registros. O Cerrado teve 4.175 ocorrências, e o Pantanal, 289. Os municípios com mais focos no período foram Colniza (982), Nova Maringá (459), Paranatinga (421), Aripuanã (396) e São Félix do Araguaia (396).
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A queda em Mato Grosso acompanha a tendência nacional. De 1º de janeiro a 23 de dezembro de 2025, o Brasil registrou 134.047 focos de queimadas, segundo o Inpe, redução de 51,8% em relação a 2024, quando houve 279.299 registros.
No ano anterior, o país havia atingido o maior número de focos desde 2010, com 319.383 ocorrências. A partir de julho de 2024, entrou em vigor a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, que prevê ações coordenadas entre União, estados e municípios para prevenção e controle de incêndios.
Em fevereiro de 2025, o Ministério do Meio Ambiente declarou estado de emergência ambiental em áreas com risco de incêndios florestais e ampliou recursos para fiscalização e brigadas. Como destaca o Inpe, o impacto dessas medidas sobre a série histórica ainda depende da consolidação dos dados nos próximos anos.
