Mato Grosso, Quarta, 27 de Janeiro de 2021
Geral | suposta adoção ilegal
Quarta, 13 de Janeiro de 2021
Polícia Civil investiga se bebê foi vendido e interroga suspeitos de adoção ilegal
Fotografia:Reprodução/Ilustrativa

A Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) apura uma denúncia de suposta adoção ilegal de um bebê de seis meses, no bairro 1º de março, em Cuiabá. A mãe biológica (não identificada) teria ido até um cartório com um casal para colocar na certidão que o filho era deles – a prática é conhecida como “adoção a brasileira”. A denúncia anônima, que levou os policiais civis até os dois, aponta, porém, que eles tenham comprado a criança.

 

Informações apuradas pela reportagem relatam que o bebê foi encontrado em companhia do suspeito, que fez o suposto registro falso da criança em seu nome. Os policiais civis perguntaram pelo paradeiro da mãe e ele não soube informar. Quando questionado pela certidão de nascimento da criança, ele revelou que não era o pai da criança, mas que tinha colocado o seu nome no documento.

 

Após a diligência inicial, os policiais descobriram que o bebê tinha duas certidões de nascimento. A primeira é o documento original com apenas o nome da mãe biológica. Já a segunda tinha o suspeito como pai biológico – o que pode vir a se tratar de um possível crime de falsidade ideológica. Todos foram levados para a unidade da Deddica para serem ouvidos.

 

Na sede da delegacia, os policiais descobriram que a mãe biológica, o suspeito e sua esposa foram até o cartório “atualizar” a certidão. O homem que se colocou como pai biológico do bebê teria inclusive perguntado para a funcionária se podia retirar o nome da mãe biológica e colocar o da esposa. O meio escolhido é ilegal por que a adoção precisa passar por um processo de Justiça, e não somente um acordo entre a família biológica e a adotiva.

 

Suspeitos em conflito

Na delegacia, a mãe biológica alegou que deixou o bebê com o suspeito e sua esposa para ficar o dia com eles. Após pegar o filho de volta, o casal não queria devolver o filho, segundo versão apresentada por ela. Fala também que não tinha interesse de dar o filho para a adoção. Já o suspeito nega ter comprado o bebê, mas revela que tinha intenção de ficar com ele.

 

O suposto pai biológico também foi ouvido. Ele não fez o reconhecimento do bebê por duvidar da origem da paternidade. Mas, com a mãe biológica da criança, eles já têm uma filha. Ele disse na delegacia que não concorda com o registro ilegal feito pelo suspeito. A mãe, porém, também fala que teve consentimento dele para fazer a troca.

 

As versões apresentadaspelos suspeitos estão em conflito. A mãe biológica fala que não tinha interesse de dar o filho para adoção, mas estava junto com o suspeito e sua esposa no cartório para fazer a troca dos nomes na certidão de nascimento. Chamou a atenção também dos policiais civis o fato dela ter conhecido o casal há menos de dois meses.

 

Segundo a assessoria de imprensa da Policia Civil, o Conselho Tutelar de Cuiabá foi acionado e acompanha o caso. O bebê está abrigado sob os cuidados da Justiça até que tudo seja apurado. O bebê está saudável, passa bem e sem risco de vida.

 

O caso ainda não foi fechado pela Deddica e segue sob investigação. Eles vão ouvir mais pessoas do caso e verificar se não houve transação financeira com o objetivo de vender o bebê.

 

 

Fonte:Redação/RD News
Autor:Allan Pereira
FOTOS DA NOTÍCIA