Mato Grosso, Quinta, 21 de Fevereiro de 2019
Geral | NA ADOLESCÊNCIA
Terça, 05 de Fevereiro de 2019
MT registra 50 mil mães adolescentes em 5 anos e CRM reforça prevenção nas escolas
Fotografia:Reprodução

Durante o período de cinco anos (2014 a 2018), Mato Grosso registrou que 50 mil adolescentes foram mães, conforme dados da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado e Saúde (COVEPI-SES/MT). Deste total, 13  mil menores se tornaram mães na região da baixada cuiabana. Por conta dos números alarmantes, o Conselho Regional de Medicina (CRM-MT), promove uma força-tarefa de prevenção.

 

Em entrevista coletiva alusiva à Semana Nacional de Prevenção de Gravidez na Adolescência, que começa oficialmente a partir desta sexta-feira (01), a presidente do CMR, Dra. Hildenete Monteiro Fortes explicou da importância da divulgação de informações. “É importante que a gente faça essa divulgação nas escolas, que trabalhe não só nas escolas, mas também com o Programa de Saúde da Família, que e importante. Esse programa conseguiu de alguma maneira diminuir a gravidez na adolescência, a gente vê isso em Mato Grosso. Houve uma diminuição de 2009 para 2018, houve uma queda de 20% de modo geral”, disse.


 
A presidente acrescentou também que “as escolas não trabalham na questão da educação sexual, e quando trabalham não é de maneira eficiente, sobre meu ponto de vista. A gente tem que discutir a questão do planejamento familiar, da importância dessas meninas continuarem o estudo para terem uma vida social melhor no futuro. E isso as escolas não colocam essa questão. Elas colocam a questão de uso de preservativo, temos que trabalhar melhor as escolas com essas adolescentes”.


 
A Lei 13.798/2019, sancionada em janeiro, acrescenta a iniciativa ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O objetivo é disseminar informações sobre medidas preventivas e educativas para reduzir a incidência de gravidez na adolescência.


 
Membro da Sociedade Mato-grossense de Ginecologia e Obstetrícia (Somago), a Dra. Zuleide Cabral ponderou que além da divulgação de informações nas escolas, é necessário também o acolhimento por parte dos profissionais de saúde na unidades. “Tem que sair da mesmice, não adianta ter anticoncepcional no posto, se você não tem profissionais”, disse.
 


Durant a semana, ocorrerão palestras com os temas “Visão epidemiológica atual da gravidez na adolescência”, com o Dr. Luís Menechino, da Secretaria Estadual de Saúde (Ses); “O papel da pediatria na prevenção da gravidez”, com a Dra. Alda Elizabeth Azevedo; “Aspectos obstétricos e contracepção da gravidez”, ministrada pela Dra. Helen Rezende. 

Fonte:Redação / Olhar Direto
Autor:Fabiana Mendes
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