Mato Grosso, Quinta, 24 de Outubro de 2019
Geral | zoonose
Terça, 01 de Outubro de 2019
Indea confirma caso de raiva bovina em Nova Ubiratã e inicia vacinação contra doença
Fotografia:Divulgação

A unidade do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea) de Nova Ubiratã confirmou, nesta sexta-feira (27), a morte de um animal em decorrência de raiva bovina.

 

O caso foi registrado em uma propriedade rural, localizada na divisa dos distritos de Entre Rios e Santa Terezinha II, a cerca de 140 quilômetros do perímetro urbano.

 

A doença foi comprovada por meio de um exame laboratorial realizado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Campus Sinop, a pedido do gerente da fazenda, após a morte de 25 vacas de um mesmo lote, acima de 36 meses.

 

Ao serem informados sobre resultado do exame, agentes do Indea, com apoio de servidores da secretarias municipais de Agricultura e Saúde, por meio do setor de Vigilância Sanitária, iniciaram o monitoramento das propriedades rurais num raio de 12 quilômetros de onde foi identificado o foco da doença.

 

As equipes também iniciaram o trabalho de captura de morcegos hematófagos, principal transmissor da raiva dos herbívoros, para reforçar o controle da doença na região.  

 

“Para evitar que a doença se alastre, e por consequência, afete outros rebanhos, os produtores foram orientados a vacinarem os rebanhos bovinos, equinos, caprinos, ovinos assim como os animais domésticos”, explica a médica veterinária do Indea, Ana Caroline Elgert.

 

Após 30 dias da primeira aplicação uma nova dose deve ser administrada como reforço. Em ambos os casos, o Indea precisa ser notificado.

 

Ainda de acordo com a servidora, a vacinação contra raiva bovina, ao contrário de outras zoonoses, não é obrigatória. No entanto, a maioria dos produtores, por questão de cautela, não seguem essa regra.

 

“Eles [produtores] são conscientes de que precisam manter os animais sadios, por isso, mesmo não sendo obrigatória, a maioria opta pela vacinação anual”, afirma a veterinária que afasta o risco da aplicação de possíveis sanções.

 

“Essa possibilidade está afastada desde que façamos o “dever de casa”. Os produtores estão vacinando o rebanho e o Indea continua fazendo o acompanhamento da área de risco, “pontua.

 

A equipe aproveitou o período na região para promover ações orientativas para estudantes das escolas estadual e municipal do Distrito de Entre Rios.

 

 

Raiva dos herbívoros   

A raiva dos herbívoros é uma doença causada por um vírus da família Rhabdoviridae, gênero Lyssavirus, sempre fatal. Acomete todos os mamíferos domésticos e silvestres. É uma zoonose, portanto, pode acometer o homem. O principal transmissor da raiva é o morcego hematófago (vampiro). O morcego doente elimina o vírus pela saliva quando se alimenta do sangue dos animais.   

 

É Importante que o produtor observe diariamente, pela manhã, se os animais apresentam mordedura. Caso tenham marcas que evidenciem o ataque é recomendável comunicar o Indea e solicitar o controle dos morcegos. O atendimento é gratuito. A captura do Desmodus rotundus é extremamente importante para o controle da raiva, pois evita a transmissão do vírus rábico em outras colônias de morcegos e o aparecimento da doença em novas regiões.   

 

É importante que os produtores fiquem atentos aos sintomas da raiva no animal, que pode apresentar apatia, isolamento do restante do rebanho, agressividade, andar cambaleante, opacidade de córnea, dificuldade para engolir líquidos, dificuldade de defecar (fezes ressecadas), e paralisia dos membros. Ao se deparar com esse quadro deve-se procurar uma unidade local do Indea.   

 

Orientações  

Ao vacinar o rebanho contra a raiva, é importante que o produtor comunique ao Indea. Em caso de suspeita de um animal acometido pela doença é necessário tomar algumas medidas, como informar imediatamente o Indea do seu município, nunca manipular o animal, isola-lo do restante do rebanho.

 

No caso de mordedura no homem ou contato com animais suspeitos, lavar o ferimento com água e sabão, e procurar imediatamente  a unidade de saúde mais próxima.

 

Fonte:Redação/Assessoria
Autor:Michel Ferreira
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