Depois de um fim de agosto em que até os mato-grossenses mais acostumados ao calor tiveram motivos para reclamar, setembro começa trazendo uma trégua. A combinação de mais nuvens, mudança nos ventos e pancadas de chuva deve derrubar as temperaturas após dias de calor extremo, embora o calor forte permaneça acima da média ao longo do mês.
Os números do encerramento de agosto expressam o quanto o calor foi intenso. Nesta segunda-feira (31), Rondonópolis registrou 42,3°C, a maior temperatura medida no Brasil em 2026 até o momento, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Um dia antes, foi a vez de Nova Xavantina registrar 41,7°C e figurar temporariamente no topo do ranking nacional.
Em Cuiabá, o cenário foi semelhante: a capital bateu recorde ao alcançar 41,2°C no domingo (30), voltando a superar os 40°C na segunda-feira — a sexta marca acima dessa barreira somente neste mês. O calor colocou a capital mato-grossense entre os destaques nacionais em temperaturas extremas.
Queda nas temperaturas a partir desta terça
A mudança chega com o avanço de uma nova frente fria pelo Sul e Sudeste do Brasil, que aumenta a instabilidade também no Centro-Oeste a partir desta terça-feira (1º). Em Mato Grosso, os efeitos se refletem principalmente no aumento de nebulosidade, mudança na direção dos ventos e previsão de pancadas de chuva nas regiões Sul, Sudoeste e Oeste do estado. Já no Norte e Nordeste, a tendência segue de tempo quente e seco.
Não se trata de chegada de frio, mas a combinação de fatores já deve aliviar o calor. Em Cuiabá, a previsão indica máxima de 36°C nesta terça — cerca de 5°C a menos em relação aos dias de pico — com possibilidade de chuva isolada à tarde. A queda deve avançar ao longo da semana, com máxima de 33°C prevista para o sábado (5), quando está previsto o maior volume de precipitação.
Calor ainda marca setembro
Apesar do alívio, não é hora de descartar o calorão. Setembro é mês de transição entre o inverno seco e a primavera, e as temperaturas devem permanecer acima da média na maior parte de Mato Grosso. Ainda segundo a previsão, novos períodos de calor extremo, inclusive acima dos 40°C, podem ocorrer no centro-norte do Brasil ao longo do mês.
A diferença é que setembro também traz sinais de mudança de estação: a chuva tende a reaparecer gradualmente e novas frentes frias podem alcançar a região, interrompendo temporariamente as sequências de calor intenso. No acumulado do mês, a previsão aponta volumes de chuva um pouco acima da média no Sudeste e Nordeste do estado, enquanto o Noroeste deve registrar precipitação abaixo do esperado.
