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Futebol-brasileiro | Atletas de gestões anteriores
Terça, 25 de Novembro de 2014
Investimentos não vingam, e Verdão recorre à base e jogadores antigos
Fotografia:Cesar Greco/Ag Palmeiras


O Palmeiras briga para se manter na Série A do Brasileirão. O time está na 16ª posição, com 39 pontos, um acima do Vitória, 17º lugar e dentro da zona de rebaixamento. Em meio à situação crítica, faltando duas rodadas para o fim da competição, o Verdão mostra cada vez mais dependência de Valdivia, pois não encontrou nos investimentos feitos as soluções esperadas. 

 

Dos 37 jogadores contratados desde o início da gestão do presidente Paulo Nobre (veja abaixo), o quinteto Leandro, Mouche, Allione, Cristaldo e Mendieta gerou gastos maiores: cerca de R$ 35 milhões, mas nenhum deles virou titular com o técnico Dorival Júnior - o clube diz ter recorrido a investidores em alguns desses acordos, mas não divulga os parceiros, nem os valores gastos.

 

Diante disso, a espinha dorsal da equipe do comandante tem sido formada por garotos da base (João Pedro, Nathan e Victor Luis) e atletas mais antigos no clube (Fernando Prass, Juninho, Wesley e Valdivia). Dentre todos os reforços da era Paulo Nobre, apenas Tobio, Marcelo Oliveira, Diogo e Henrique conseguiram ganhar espaço entre os titulares. Lúcio, contratado neste ano, Renato, outro garoto da base, e Mazinho, que chegou no Verdão em 2012, também são usados com frequência no time.

 

Três dos grandes investimentos do clube vieram durante a curtíssima era Ricardo Gareca. Os argentinos Allione, Cristaldo e Mouche (além de Tobio, que veio "de graça") chegaram indicados pelo treinador, mas avalizados pela diretoria e ainda não se firmaram. Paulo Nobre confia que os "hermanos" ainda vão estourar.
 

- Acredito muito nos quatro jogadores argentinos (Tobio, Allione, Cristaldo e Mouche). Nos quatro. Não vieram só pelo Gareca. Ele deixou claro: “Quando pedir alguém, o clube tem de avaliar bem, porque os contratos deles serão maiores do que o meu, e depois vou embora e eles ficam.” Todos foram bem avaliados.

 

 Estão em um processo de adaptação e vão render muito aqui. Já renderam em outros lugares, têm muita qualidade. Acredito que esses argentinos, como outros que chegam a um grande como o Palmeiras, ficam tímidos e sentem, e depois naturalmente rendem - diz Nobre.

 

O presidente justifica a aposta em jogadores "desconhecidos" citando o caso de Alan Kardec, que estava no time B do Benfica, e de Henrique, que foi emprestado pelo Mirassol e hoje divide a artilharia do Brasileirão com Fred (Fluminense) e Ricardo Goulart (Cruzeiro).

 

- Hoje, financeiramente, o Palmeiras faz parte dos clubes que não atrasam salários no Brasil. São poucos.

 

 Jogadores famosos são bons, porque chegam prontos, mas um dia não foram famosos. Um exemplo: o próprio Kardec. Fui criticado quando ele chegou e depois quando saiu. Veio o Henrique, e não davam nada por ele, chegou sem nem saberem quem é. Hoje, é o artilheiro do Brasileiro. Os argentinos que vieram estão num momento de adaptação ao futebol brasileiro, mas tenho certeza que podem ser úteis ao Palmeiras - completa o presidente.
A política de contratações é criticada pela oposição, encabeçada por Wlademir Pescarmona.

 

- Ele contratou cinco ou seis jogadores, mas trouxe 37. Mesmo por empréstimo, o empresário quer receber. Ninguém chega de graça. Falam de austeridade, mas hoje são três ou quatro da base no time titular, quatro de gestões anteriores e três ou quatro que jogam. Olha o desperdício - critica o opositor. 

 

- Estávamos jogando dinheiro pela janela. Contratou o Eguren e não usa, o Weldinho e não usa. Aliás, quatro anos de contrato, que grande contratação. Ninguém da base jogava mais do que o Weldinho. Eu, se perder uns quilos, posso jogar. São coisas que não dá para entender. Contratações e investimentos errados - emenda Pescarmona.

 

Nesta temporada, Leandro soma 35 jogos e quatro gols, Mouche tem 19 partidas e três gols, Mendieta tem 28 apresentações e três gols, Allione jogou 17 vezes e não marcou, e Cristaldo tem 17 partidas e dois gols. 
 

Fonte:Redação / G1
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