Mato Grosso, Segunda, 19 de Abril de 2021
Agronegocio | tecnologia
Sábado, 06 de Março de 2021
Novo modelo de silo amplia capacidade de secagem e armazenagem de grãos
Fotografia:Divulgação

A Emater/RS-Ascar, em conjunto com a secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul (Seapdr), criou um modelo de silo para secagem e armazenagem de grãos de baixo custo, o que se tornou uma ótima alternativa para agricultores familiares.

 

Os silos são construídos em alvenaria, com estrutura interna de madeira, tela galvanizada sobre piso de concreto na parte inferior. O objetivo é provocar uma impulsão de ar através de um ventilador motorizado, possibilitando a secagem dos grãos com ar natural, sem nenhum tipo de queima.

 

Na cidade de Novo Tiradentes, alguns silos já foram estão prontos para uso e outros estão em fase de construção. “Já temos aqui no município sete silos secadores construídos e em funcionamento. Temos mais dois em fase de projeto, os quais proporcionarão uma capacidade estática de secagem e armazenagem superior a 170 toneladas de grão”, relata a equipe técnica do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar.

 

Entre os agricultores que estão utilizando a estrutura está Roque Angelo Reolon, morador da Linha Pilão de Pedra, interior de Novo Tiradentes. “A construção do silo valeu muito a pena, pois agora não preciso mais me deslocar até a cidade ou pagar frete e trazer milho até a minha propriedade. Além disso economizei um bom valor e os grãos de milho apresentam excelente qualidade”, afirma.

 

Segundo a equipe da Emater/RS-Ascar, a tecnologia é totalmente viável para propriedades de agricultores familiares que utilizam grãos na alimentação animal. “Além de reduzir custos com taxas de armazenagem e transporte, o produtor consegue obter grãos secos a ar de altíssima qualidade e de valores nutritivos superiores a grãos secos à base de fogo”, relata.

 

A equipe ainda orienta aos produtores que utilizarem essa tecnologia, realizar uma pré-limpeza dos grãos antes de armazenar no silo, já que a presença de pedaços de sabugo, no caso do milho, e de impurezas nos grãos podem trazer toxinas para dentro do silo e comprometer os grãos que serão consumidos pelo rebanho.

 

 

 

Fonte:Redação/Canal Rural
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