Mato Grosso, Sábado, 21 de Abril de 2018
Policia | 'marvada pinga'
Terça, 19 de Dezembro de 2017
Mulher diz que ficou nua em posto de combustíveis após ser chamada de vadia
Fotografia:Reprodução

Leila Ferreira de Lima, 35 anos, foi detida e encaminhada à delegacia após ficar completamente nua na conveniência de um posto de combustível, localizado na esquina das avenidas Tarumãs e Sibipirunas, no Centro de Sinop, na tarde de domingo (17).


Conforme o boletim de ocorrência (B.O), Leila e sua irmã, Eliziane Pereira de Lima, 30 anos, estavam visivelmente embriagadas e causando tumulto no estabelecimento. A Polícia Militar foi acionada e encontrou Leila sem roupa e falando palavrões. Já Eliziane estava caída no chão dentro da conveniência. Um vídeo publicado no Facebook e WhatSapp mostra o momento em que Leila e a irmã estão alteradas.


Em sua defesa, para o programa Cleuza Navarini da rádio Meridional FM, a mulher relatou que não agiu corretamente e acusou alguns homens de “zombarem” dela e da irmã, por estarem sozinhas no local. “O que eu fiz não justifica, mas nós estávamos bebendo e um monte de homens estavam de sarrinho, gozação e piadinhas sem graça”, contou.

 

Leila também mencionou que, ao entrar na conveniência para pegar uma cerveja, uma outra mulher que estava no local pegou uma cadeira e jogou em sua irmã, que desmaiou e caiu. No entanto, o B.O aponta que Leila teria dito que a irmã sofre de problemas de saúde e poderia passar mal.


Ela também afirma que foi agredida verbalmente pelas pessoas que se encontravam no estabelecimento e que, indignada, tirou a roupa. “Eu fui defender a minha irmã, a mulher rasgou a minha blusa e eu fiquei só de sutiã. Os homens começaram com gozação, peitinho pequeno, tem que pôr um silicone. Aí eu falei: Vocês nunca viram uma mulher pelada? Eu me indignei com a acusação, com as mulheres casadas me chamando de vadia, de vagabunda, aí foi onde eu tirei a roupa”.

 
Ainda de acordo com o documento policial, Leila teria assediado um rapaz que estava com a namorada. Os PM’s a renderam, porém ela começou a desacatar os policiais. Devido ao estado em que se encontrava e também por ter resistido a prisão, foi necessário o uso de algemas.


Sobre a detenção, Leila disse que foi mal tratada pelos agentes de segurança, que ela e a irmã sofreram agressões verbais e físicas. “Acredito que temos que ser atendidas por mulheres e não por esses homens machistas”.


Elas foram encaminhadas à delegacia e em seguida liberadas. O boletim foi registrado como crime contra administração pública e desacato. Elas podem responder também por atentado violento ao pudor.
 

Fonte:Redação/RD News
Autor:Anderson Hentges
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