Mato Grosso, Terça, 18 de Setembro de 2018
Meio-ambiente | Ação conjunta
Sexta, 14 de Setembro de 2018
Prefeito de Nova Ubiratã participa de capacitação sobre regularização e custos de aterros sanitários
Fotografia:Divulgação

O prefeito de Nova Ubiratã, Valdenir José dos Santos, participou nesta quinta-feira (13) do curso técnico sobre “Custos e Preços de Aterros Sanitários”.

 

O encontro, promovido pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) em parceria com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), atendeu uma solicitação do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Alto do Teles Pires (Cidesa) atualmente presidido pelos prefeitos de Nova Ubiratã e Lucas do Rio Verde, respectivamente, Valdenir José dos Santos e Luiz Binotti.

 

A capacitação tem por objetivo orientar as prefeituras sobre as exigências impostas por órgãos de fiscalização e controle externo quanto ao tempo.

 

Além de prefeitos de várias cidades do Estado, o curso também contou com representantes da Funasa, Tribunal de Contas do Estado (TCE), entre outros.

 

O presidente da AMM, Neurilan Fraga, destacou a importância do curso para os municípios que possuem aterro sanitário em funcionamento e para os que contam com aterro que ainda não estão em operação. “Agradecemos a parceria da Funasa para a realização desta capacitação, que vai orientar os gestores e equipes técnicas das prefeituras sobre normas específicas para atender a legislação e facilitar a implantação dos aterros nos municípios”, assinalou.

 

Fraga ressaltou que o objetivo é padronizar informações e uniformizar procedimentos para que a instalação dos aterros atenda as exigências dos órgãos de controle externo. Neurilan disse que o tema é uma prioridade, pois a gestão do lixo ainda é considerada um grande desafio para as administrações municipais. Ele adiantou que propôs à Secretaria de Estado de Meio Ambiente – Sema a realização de um encontro com os prefeitos, após as eleições, para sanar dúvidas dos gestores e ampliar o debate sobre o tema com a equipe da secretaria.

 

O prefeito de Nova Ubiratã, Valdenir José dos Santos, que é presidente do Consórcio Alto Teles Pires, agradeceu o apoio da AMM e da Funasa para a realização do evento e destacou a importância da capacitação para os municípios. “Esse curso trará grande conhecimento para os participantes, que serão disseminadores dessa ideia. É importante que esse trabalho seja contínuo para que os prefeitos e equipes possam atuar de forma correta, de forma a atender a legislação e em respeito ao meio ambiente”, frisou.

 

Na avaliação do prefeito, o tema é de suma importância em especial para as cidades de pequeno porte como é o caso de Nova Ubiratã.

 

“A bem da verdade é que as gestões passadas não deram a devida atenção ao problema. Isso de certa forma trouxe prejuízos a sociedade uma vez que gerou danos irreverssíveis a natureza. Hoje nós estamos tentando regularizar a situação e recuperar todo o tempo perdido”, pontua Valdenir.

 

O superintendente da Funasa, Francisco Holanildo da Silva, ressaltou que a Funasa tem a missão não só de liberar recursos, mas de apoiar os gestores. “Há carência da parte técnica, conhecimento e dificuldade na gestão dos recursos”, avaliou, destacando que os resíduos são gargalos que têm relação direta com a saúde  e meio ambiente.

 

O curso é ministrado pelo engenheiro civil e sanitarista, Adalberto Leão Bretas, especialista no assunto. O professor, que ministra o curso há 10 anos, disse que é muito difícil falar em custos e preços e ressaltou que o planejamento é a grande dificuldade para a instalação dos aterros sanitários no país.  

 

Os municípios mato-grossenses que possuem aterros sanitários públicos em operação são Tangará da Serra, Colíder e Cuiabá, além de Sorriso, que possui aterro privado. O custo de construção dos aterros é uma das maiores dificuldades para os municípios, considerando a necessidade de profissionais capacitados, equipamentos, entre outros fatores. A construção de um aterro público custa na faixa de R$ 15 milhões para atender 100 mil habitantes. Além do investimento alto, o custo operacional representa cerca de 75% do valor global.

 

A gestão ambiental descentralizada é uma grande dificuldade para os municípios, principalmente devido aos recursos financeiros insuficientes, complexidade de procedimentos e dificuldades técnicas. Eliminar os lixões, por exemplo, é um grande desafio para os gestores públicos, embora a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que institui a obrigatoriedade, já tenha sido aprovada há oito anos.

 

O movimento municipalista nacional defende a prorrogação do prazo para a construção dos aterros sanitários, que deverão substituir os lixões, pois será necessário alto investimento financeiro e respaldo técnico. A AMM acompanha as ações de perto e constantemente marca presença nas mobilizações em Brasília para o atendimento das demandas municipalistas.

 

*Com informações - Ageência de Notícias AMM 

Fonte:Redação / Assessoria
Autor:Michel Ferreira
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