Mato Grosso, Quarta, 12 de Dezembro de 2018
Geral | briga interna
Terça, 02 de Outubro de 2018
Rossato denuncia suposto pedido de dinheiro e clama para que eleitores não votem em Galli
Fotografia:Divulgação

O ex-prefeito de Sorriso Dilceu Rossato (PSL) pediu que os eleitores não votem no deputado federal Victório Galli, presidente estadual do seu partido, o Partido Social Liberal, e candidato à reeleição.

 

Rossato, que no início da campanha foi lançado pelo PSL para disputa ao Governo do Estado, mas acabou recuando, disse que Galli lhe pediu R$ 2 milhões para que a sigla o lançasse ao Executivo estadual.

 

As afirmações de Rossato foram feitas em vídeo publicado nesta segunda (1°), após Galli pedir votos para Nilson Leitão (PSDB), candidato ao Senado Federal. Rossato encarou a postura do presidente do PSL como traição contra o próprio partido, que tem a juíza aposentada Selma Arruda como representante ao Senado Federal.

 

Galli e Selma vivem momentos de tensão, desde que a magistrada deixou o grupo do governador Pedro Taques (PSDB).

 

No vídeo publicado nesta segunda, Rossato afirma que o PSL foi prejudicado desde que Galli se tornou presidente da sigla.

 

“Nosso partido estava muito bem, inclusive com candidaturas fortes e próprias ao Estado e uma chapa pronta. Victório Galli conseguiu acabar com tudo isso e levou o nosso partido, contra nossa vontade, para a campanha de reeleição do governador Pedro Taques, inclusive apoiando Nilson Leitão”, disse.

 

“Hoje, ao ouvir o que ele relatou apoiando Nilson Leitão, me indignei, porque nós temos uma senadora do nosso partido que defende a ideologia do Bolsonaro”, acrescentou.

 

Na publicação, o ex-prefeito de Sorriso pede que os eleitores não votem em Galli à Câmara Federal. “E hoje, mesmo com a possibilidade de ser expulso do partido por estar gravando esse vídeo, peço que não votem no Victorio Galli. Não votem em quem ele indique. Votem em pessoas decentes e corretas”, asseverou.

 

Em seguida, Rossato relembra um suposto pedido de dinheiro feito no período em que se dispôs a concorrer ao Governo do Estado pelo PSL. “Ele [Galli] me pediu, na frente de muitas testemunhas, R$ 2 milhões para apoiar a minha pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso”.

 

“Esse homem não merece nenhum crédito de nós. Vamos firmes. O Brasil precisa de pessoas honestas. Vamos de Bolsonaro. Vamos de Selma Arruda. Vamos, enfim, com as candidaturas de pessoas que merecem o nosso respeito”, concluiu.

 

Fonte:Redação/Mídia News
Autor:Vinícius Lemos
FOTOS DA NOTÍCIA