Mato Grosso, Quarta, 18 de Outubro de 2017
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Segunda, 18 de Setembro de 2017
Animais são queimados vivos em incêndio criminoso e prefeitura de Nova Ubiratã solicita apoio federal
Fotografia:Divulgação/Arquivo Pessoal

A Prefeitura de Nova Ubiratã, através da secretaria de Meio Ambiente, solicitou apoio do governo federal para combater mais de mil focos de calor detectados no município.

 

A decisão foi tomada depois que um incêndio de grandes proporções atingiu dezenas de propriedades rurais e destruiu mais de 350 hectares de vegetação do Assentamento Entre Rios, situado a 150 quilômetros da sede.

 

A ação criminosa ainda resultou na morte de pelo menos 23 vacas leiteiras, das raças Jersey, Girolando e Nelore, e outras centenas de animais silvestres.

 

Somente na propriedade da agricultora Maristela Palschi morreram seis animais, sendo três vacas adultas e três novilhas de 18 meses de vida. Outras quatro vacas e um bezerro sofreram queimaduras graves e correm o risco de serem sacrificados.

 

A situação no assentamento ganhou repercussão depois que a agricultura divulgou um vídeo onde os animais aparecem bastante feridos e agonizando. 

 

O vídeo, compartilhado através das redes sociais e em grupos do aplicativo de celular WhatsApp, mostram o drama vivido pela mulher que chora ao ver a destruição causada pelo fogo.

 

“Olha o que eu encontro hoje cedo (...) uma vaca que eu paguei R$ 3 mil. Eu vou ter que chegar ali e cortar a garganta [animal] porque ela não levanta nunca mais. Tudo isso aconteceu enquanto eu dormia cansada depois de um dia de trabalho”, diz a mulher emocionada.

 

Em outro trecho do vídeo, ela mostra um bezerro que apesar de estar em pé agoniza com quase 90% do corpo queimado.

 

“Olha as orelhinhas queimadas dele (...) eu vou ter que matar pro bichinho parar de sofrer (sisc)”, chorando lamenta a mulher.

 

Segundo o secretário de Meio Ambiente, Ari Antônio Basso, a administração pública solicitou ajuda dos governos estadual e federal, através da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e do Previfogo (Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais), respectivamente, para combater os focos de incêndio.

 

“Estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance. A extensão territorial do assentamento é enorme e o município não tem equipamentos e nem homens preparados para o combate de incêndios”, explica.

 

Ainda de acordo com o gestor da pasta, por se tratar de uma ação criminosa o caso já foi comunicado a Polícia Judiciária Civil do município e a expectativa é que os autores sejam identificados e punidos.

 

“Desde o início do ano a secretária de Meio Ambiente vem promovendo uma série de ações de conscientização como; palestras em escolas públicas e campanhas orientativas que incluíram a confecção de folders, faixas e até de outdoors gigantes. Infelizmente estamos diante de uma cultura criminosa que se arrasta por décadas”, complenta Basso.

 

Crime federal

O Artigo 41 da Lei Federal 9.605/1998, que trata dos crimes ambientais, estabelece que o ato de provocar uma queimada florestal é punível com pena de dois a quatro anos de reclusão e multa de R$ 3.489,64. Se o ato não for intencional, é caracterizado como culposo, com pena de seis meses a um ano, além da multa.

 

Em Mato Grosso o período proibitivo de queimadas foi estipulado entre os dias 1º de julho a 30 de setembro. Época em que a umidade relativa do ar atinge níveis muitos baixos e ventos fortes.

 

 

 

Fonte:Redação / Assessoria
Autor:Michel Ferreira
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