Mato Grosso, Terça, 12 de Dezembro de 2017
Educacao | ato de vandalismo
Quinta, 30 de Novembro de 2017
Pais são convocados após estudantes agredirem motorista de transporte escolar em Nova Ubiratã
Fotografia:Divulgação

“A falta de respeito de alguns estudantes chegou numa situação insustentável. Eu gosto do meu trabalho, gosto das crianças, mas está sendo muito difícil lidar com alguns alunos”, o desabafo é a da servidora da prefeitura de Nova Ubiratã, Eny Carle Santos Carvalho de Melo.

 

Concursada como motorista do transporte escolar, desde 2015, a servidora – tida como profissional exemplar – virou alvo de uma polêmica após ser agredida verbalmente por um grupo de estudantes e solicitar apoio da Polícia Militar.

 

O fato ocorreu nesta terça-feira (28) envolvendo estudantes, com idades entre 12 e 14 anos, da Escola Municipal Tancredo Neves. Todos moradores do bairro Jardim Vitória.

 

Conforme a condutora, o grupo de estudantes passou a insulta-la com palavrões e agressões verbais depois de serem reprimidos pelo mau comportamento e maus-tratos contra alunos menores.

 

“Eu não tinha outra opção a não ser recorrer aos policiais militares que, diga-se de passagem, foram muitos atenciosos”, completa.

 

Comunicada sobre o fato, a secretária municipal de Educação, Lenir de Fátima Ferreira Vronski, convocou uma reunião com pais, motoristas, direção da instituição de ensino além da Polícia Militar e o Conselho Tutelar.

 

“De vinte pais convidados apenas cinco compareceram. Isso deixa claro que alguns pais precisam estreitar o relacionamento com a escola”, pontuou a gestora da pasta.

 

Presente na reunião, o prefeito Valdenir José dos Santos, declarou apoio a servidora pública e defendeu o diálogo entre profissionais do setor, pais e autoridades, incluindo o Ministério Público do Estado (MPE).

 

“Vamos levar o caso ao conhecimento da Promotoria de Justiça da Comarca de Nova Ubiratã. Percebo que alguns pais tentam transferir a responsabilidade da educação dos filhos para escola e demais entidades públicas quando na verdade essa obrigação é deles. Não podemos e nem vamos permitir qualquer tipo de desvio de conduta, seja de servidores ou de alunos (...) a meu ver a motorista agiu corretamente ao buscar auxilio da Polícia Militar”, assinalou o gestor.

 

Opinião semelhante tem o comandante do 1º Pelotão da Polícia Militar de Nova Ubiratã, tenente Claudio Magno da Silva Mota de Castro.

 

“Uma das atribuições da Polícia Militar é oferecer orientação caso seja solicitado. Todo e qualquer cidadão pode nos procurar e garanto que será bem atendido. A meu ver a servidora agiu corretamente ao solicitar apoio e com isso evitou que a situação se agrava-se”, disse o militar que também criticou a ausência dos pais.

 

“O diretor da escola [Leandro Alves] me disse que foram convidados 20 pais e eu só estou vendo cinco deles aqui (sisc). Agora eu pergunto cadê aquelas pais que ligaram na rádio para reclamar? Por que não estão aqui para debater o assunto e buscar por uma solução”, questionou o oficial se referindo as ligações, supostamente feitas por pais insatisfeitos, a um programa de rádio local.

 

Outro lado

Por meio de nota, a prefeitura informou que “em nenhum momento os estudantes foram maltratados” e que a intenção da condutora foi buscar orientação para sanar o conflito.

 

Ainda de acordo com a administração pública, informou que o transporte de estudantes no perímetro urbano do município não é obrigatório, mas que mesmo assim continuará oferecendo o serviço. A entidade garantiu que pretende adquirir um ônibus com maior número de assentos o que deve minimizar problemas futuros.

 

Leia a nota na íntegra

                                                                            Nota de esclarecimento

Em virtude da notícia veiculada na imprensa local, referente ao incidente envolvendo estudantes e uma motorista do transporte escolar, que faz o itinerante bairro Jardim Vitória a Escola Municipal Tancredo Neves, a prefeitura de Nova Ubiratã vem a público esclarecer:

1 – A profissional precisou solicitar apoio junto ao Pelotão da Polícia Militar depois de ser agredida verbalmente por um grupo de estudantes com idades entre 12 e 14 anos.

2 – Em nenhum momento os estudantes foram maltratados, mas sim orientados sobre o desrespeito com a profissional que é concursada, desde 2015, e tem comportamento exemplar.

3 – Após tomar conhecimento, a secretaria municipal de Educação, Lenir de Fátima Ferreira Vronski, convocou - em caráter de urgência - uma reunião com representantes da Polícia Militar, Conselho Tutelar, pais, motoristas, diretores e coordenadores da instituição de ensino a fim de debater o assunto.

4 - A reunião foi registrada em ata e o conteúdo será encaminhado para análise do Ministério Público do Estado (MPE). 

5 – Mesmo não sendo obrigatório o transporte de estudantes no perímetro urbano, a prefeitura manterá a prestação do serviço e analisa a possibilidade de substituir o veículo por outro com maior número de assentos.

6 – A prefeitura reafirma seu compromisso com a qualidade do ensino de nossas crianças e adolescentes, exemplo disso, são os investimentos em obras de reformas e revitalização das instituições de ensino municipais, bem como a implantação do Programa Aprende Brasil da editora Positivo.

 

Em respeito aos munícipes, é o que informa no momento.

Fonte:Redação
Autor:Sirlei Maria
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