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Quarta, 02 de Maio de 2018
Zika pode curar tumor no sistema nervoso, diz estudo brasileiro

Um estudo brasileiro divulgado na revista “Cancer Research”, publicação científica internacional da área oncológica, apresentou provas de que o vírus zika pode ser usado como ferramenta no tratamento de tumores no sistema nervoso central.

 

Em teste com camundongos, houve até mesmo eliminação de metástase. Os pesquisadores injetaram quantidades controladas de vírus no encéfalo de animais com estágios avançados de tumores.

 

Segundo a Agência Brasil (EBC), Em alguns casos, houve a eliminação completa do tumor e até mesmo de metástases na medula espinal.

 

“Estamos muito animados com a possibilidade de testar o tratamento em pacientes humanos e já estamos conversando com oncologistas. Também submetemos uma patente com o protocolo terapêutico adotado em roedores”, contou Mayana Zatz, professora do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP), à Agência Brasil.

 

“Nossos estudos e de outros grupos mostraram que o vírus zika causa microcefalia porque infecta e destrói as células-tronco neurais do feto, impedindo que novos neurônios sejam formados. Foi então que tivemos a ideia de investigar se o vírus também atacaria as células-tronco tumorais do sistema nervoso central”, disse Oswaldo Keith Okamoto, professor do IB-USP.

 

De acordo com o ministério, o zika vírus tem evolução benigna. Trata-se de uma febre baixa, olhos vermelhos, dores nas articulações e erupção cutânea com pontos brancos e vermelhos, além de dores musculares, dor de cabeça e dor nas costas.

 

O tratamento acontece em até sete dias depois do aparecimento dos primeiros sintomas. Para reduzir a dor, o indicado é o paracetamol. Não é recomendável o uso de anti-inflamatórios ou de medicamentos com ácido acetilsalicílico.

 

Por que zika? Por causa da Floresta Zika, em Uganda. Foi neste local em que o vírus foi isolado pela primeira vez em 1947, a partir de amostras de macacos utilizados como sentinelas para a detecção da febre amarela.

 

Fonte:Redação / Catraca Livre
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