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Segunda, 12 de Março de 2018
Remédios usados para combater alergias aumentam risco de AVC

Medicações rotineiramente receitadas para queixas comuns das pessoas, como alergia e insônia, podem aumentar em até 60% o risco de AVC (acidente vascular cerebral).

 

A conclusão é de uma nova pesquisa da Universidade de Aberdeen (Escócia), em colaboração com pesquisadores das universidades de Cambridge e East Anglia (ambas na Inglaterra). O estudo, publicado no The InternationalJournal of Epidemiology, é um dos primeiros grandes trabalhos científicos a associar drogas com efeito anticolinérgicos ao AVC, uma das principais causas de morte no mundo.

 

Muitos medicamentos comuns são conhecidos por terem as chamadas propriedades anticolinérgica como diazepam, loratidina e atenolol. Entre seus efeitos, esses remédios podem levar à interrupção na comunicação entre partes do sistema nervoso, manifestando-se na forma de sintomas como visão borrada, confusão e perda de memória.

 

Mais riscos O estudo calculou o risco em 22 mil pessoas que consumiram drogas com essas propriedades. Os resultados mostraram que aqueles que tomavam medicamentos com um alto nível de efeito anticolinérgico tinham um risco aumentado e 59% de ter um acidente vascular cerebral e de 86% de morte por AVC.

 

O grupo de pesquisa já havia demonstrado anteriormente que esses tipos de medicamentos estão ligados a complicações na saúde, incluindo morte, demência, quedas e doenças cardiovasculares. No entanto, a associação entre anticolinérgicos e risco de AVC não tinha sido previamente identificada.

 

David Gamble, principal autor do estudo, explicou ao Daily Mail que medicamentos com efeitos anticolinérgicos têm demonstrado que afetam a inflamação, algo importante no período imediatamente após um acidente vascular cerebral, além de produzir ritmos cardíacos rápidos e irregulares, atrapalhando a capacidade do corpo de regular a frequência cardíaca e a pressão arterial.

 

Apesar do resultado, esse é o primeiro estudo de seu tipo. Como acidente vascular cerebral é uma condição possível de ser evitada, os pesquisadores avaliam que a identificação de um novo fator de risco modificável teria um impacto significativo sobre o fardo global do acidente vascular cerebral. 

Fonte:Redação / UOL
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