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Segunda, 12 de Novembro de 2018
Impotência é uma das principais consequências do câncer de próstata

De acordo com uma pesquisa de 2014 da Sociedade Brasileira de Urologia, problemas de ereção são a segunda doença mais temida pelos homens — em primeiro lugar, o câncer (20%). Infarto (14%) e derrame cerebral (10%) completam a lista. A disfunção erétil, apesar de ter várias razões, é uma das consequências mais comuns do tratamento de câncer de próstata. Até o final de 2018, 68 mil brasileiros terão a doença, cerca de 800 só em Brasília. É o segundo tipo de câncer mais comum entre homens, ficando atrás apenas do de pele não-melanoma.

 

“A partir dos exames já é possível saber o risco que o paciente corre de ficar impotente por conta da cirurgia. A região é cheia de vasos e nervos, dependendo do procedimento e do tumor, há possibilidade alta de disfunção erétil. Nos casos tratados com bloqueadores de testosterona, o paciente ficará impotente, mas é possível reverter o quadro”, explica Fernando Sabino, oncologista do Centro de Oncologia Santa Lúcia e vice-presidente do Grupo Corporativo Latino Americano de Oncologia.

 

Segundo o oncologista, a porcentagem de pacientes impotentes após a cirurgia é difícil de mensurar, mas depende não só do tamanho do tumor, mas também da experiência do cirurgião e do hospital em que o procedimento acontece — centros especializados e profissionais que já fizeram a operação várias vezes diminuem as chances de disfunção erétil, diz o médico.

 

Mas a vida sexual do paciente não é interrompida completamente no caso de disfunção erétil. Sabino conta que há opções como a prótese peniana e medicamentos vasodilatadores, os quais podem ajudar a manter as relações. E a produção de esperma não é afetada, ou seja, não há risco de infertilidade.

 

Se detectado nos estágios iniciais, o câncer de próstata tem um prognóstico excelente, o tratamento é local e bastante eficiente. “Por conta de campanhas cada vez mais fortes, hoje 80% dos diagnósticos são de doença inicial. Mas é um câncer silencioso. Alguns sinais de alerta são dificuldade para urinar, ou urinar pouco várias vezes ao dia. Dor abdominal e emagrecimento podem estar relacionados a um estágio mais avançado, de metástase, mas é raridade”, conta o oncologista.

 

A SBU recomenda que homens com mais de 45 anos visitem o urologista anualmente para um exame de toque e PSA. Se algum parente de primeiro grau recebeu o diagnóstico, a indicação é as consultas anuais se iniciarem a partir dos 40 anos.

Fonte:Redação / Metrópoles
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