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Quinta, 11 de Janeiro de 2018
Cápsula permite tratamento semanal contra o HIV

Um dos principais gargalos que impedem que o tratamento contra o HIV seja ainda mais eficaz é a falta de adesão dos pacientes. Isso porque muitas pessoas que começam a se tratar contra essa condição de saúde abandonam o tratamento ou têm dificuldade de segui-lo corretamente.

 

No entanto, cientistas do MIT e do Brigham and Women´s Hospital desenvolveram uma cápsula que pode fornecer uma semana de medicamentos em uma única dose. Com isso seria possível facilitar a adesão de muitos pacientes ao tratamento contra o vírus HIV.

 

O medicamento é projetado para que os pacientes possam toma-la apenas uma vez e o composto seria liberado no organismo ao longo da semana. A droga é composta por três substâncias anti-HIV: dolutegravir, rilpirina e cabotegravir.

 

Essa não é a primeira vez que cientistas tentam criar uma forma de liberar o medicamento de forma programada. No ano de 2016 eles desenvolveram uma cápsula semelhante para o tratamento contra a malária. A estrutura era semelhante a uma estrela com seis braços que poderia ser carregados com medicamentos, dobradas para dentro e encapsuladas em um revestimento suave. Após a ingestão da cápsula, os braços se desdobram e liberam gradualmente as substâncias para o tratamento.

 

A nova versão criada pelos cientistas consiste em uma estrutura também semelhante a uma estrela, mas que tem capacidade de liberar drogas com diferentes quantidades, a fim de atender as reais necessidades dos pacientes em tratamento.

 

Os testes realizados com suínos mostraram que as cápsulas foram capazes de se hospedar com sucesso no estômago e liberar os três tipos de drogas anti-HIV ao longo de uma semana. O intuito é que após a liberação dos fármacos as cápsulas se desintegrem em componentes menores capazes de passar pelo trato digestivo.

 

Ainda são necessários novos testes para avaliar a eficácia do medicamento em seres humanos. No entanto, os pesquisadores acreditam que o medicamento semanal poderia reduzir em 20% os riscos de infecções por HIV.

Fonte:Redação / Minha Vida
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