Mato Grosso, Quarta, 14 de Novembro de 2018
Cidades | Operação Escalada
Quinta, 08 de Novembro de 2018
Interpol caça 7 narcotraficantes que agem de MT à Bolívia e são investigados pela PF
Fotografia:Reprodução

Dezoito pessoas foram presas durante Operação Escalada deflagrada na manhã desta terça (6), pela Polícia Federal, porém sete continuam foragidas. Sendo que quatro estão na Bolívia e três em território nacional. Conforme o órgão, os fugitivos não serão identificados para não atrapalhar as investigações, mas terão os nomes incluídos no sistema Interpol.

 

A PF diz que o objetivo da operação é desarticular uma organização criminosa que usava aviões e veículos em nome de pessoas que sequer existiam para a prática do tráfico internacional de cocaína.

 

As investigações iniciaram há aproximadamente 10 meses e estavam baseadas em Cuiabá. A droga era obtida na Bolívia e trazida para o país, a partir da fronteira com Mato Grosso, sobretudo por meio de aeronaves que pousavam em pistas clandestinas em variados pontos do Estado.

 

 Posteriormente a droga era ocultada e embarcada em caminhões com fundos falsos, a fim de ser transportadas tendo como principal destino o Estado de São Paulo. 

 

A PF também observou que organização criminosa movimentava grande parte de recursos financeiros e planejava a logística de transporte da droga com a aquisição de veículos e aeronaves com nomes falsos.

 

Durante a fase de investigações, foram lavrados oito autos de prisão em flagrante que resultaram na prisão de nove pessoas.

 

As ações, ainda em andamento, ocorrem em Cuiabá, Várzea Grande, Santo Antonio de Leverger, Poconé, Cáceres, Rondonópolis, Alto Araguaia, Corumbá (MS), Manaus (AM), Paulinia (SP), Bauru (SP), Uberlândia (MG) e  Vilhena (RO).

Até o momento foram realizados dois autos de prisão em flagrante em razão da apreensão de armas de fogo não registrada e munições, inclusive de uso restrito, dinheiro, joias e dezenas de veículos. 

 

A 7º Vara Federal Criminal em Cuiabá/MT determinou ainda o bloqueio de contas bancárias utilizadas pelos investigados, além do sequestro de bens.

Fonte:Redação / Assessoria
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