Mato Grosso, Sexta, 19 de Janeiro de 2018
Agronegocio | cesta básica
Sexta, 12 de Janeiro de 2018
Tomate, feijão e arroz foram aliados do consumidor
Fotografia:Reprodução

De vilões a aliados, é assim que se resume a trajetória de alimentos essenciais à mesa dos cuiabanos no decorrer do ano passado. Tomate, feijão e arroz foram os produtos que mais baratearam a cesta básica de Cuiabá, com quedas de 9,73%, 3,17% e 4,91%, respectivamente. A cesta fechou o ano cotada a R$ 376,71. 



O efeito negativo da evolução dos preços na maior parte do ano passado contribuiu para a deflação registrada sobre o custo da alimentação na Capital, que conforme o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), por meio da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, encerrou o ano de 2017 com a quarta maior retração do país, ao acumular queda de 11,61% em relação ao mesmo período de 2016. A frente de Cuiabá estão as cestas básicas de Belém, com a maior deflação do país no ano passado, -13,16%, seguida por Manaus, -12,05% e Brasília, -12,03%. 



Na passagem de novembro para dezembro, o conjunto de alimentos aumentou 0,30% em Cuiabá, elevando para R$ 376,71 o custo total da cesta básica, composta por 13 itens. Desses itens, quatro registraram aumentos, tendo a banana a maior variação, 14,16%. Outros oito tiveram queda de preços e apenas um não teve alteração mensal. 



Na Capital, os produtos tiveram o seguinte comportamento no mês passado: carne (+0,42%), leite (-1,97%), feijão (-3,17%), arroz (-4,91%), farinha (-1,19%), batata (-1,12%), tomate (-9,73%), pão (+0,70%), café (-0,87%), banana (+14,16%), açúcar (0%), óleo (+3,19%) e manteiga (-0,15%). O Dieese considera os 13 itens suficientes para alimentar uma família de quatro pessoas.



Entre as deflações observadas na Capital, no mês passado, chamam à atenção a do leite (-1,97%), a do arroz (-4,91%) e a do feijão (-9,73%), que foram as maiores registradas entre as quatro capitais do Centro-Oeste. 


BRASIL - Em 2017, o valor acumulado da cesta básica diminuiu nas 21 capitais do país onde o Dieese realizou mensalmente, durante todo o ano, a pesquisa de preços. 



O maior custo do conjunto de bens alimentícios básicos foi apurado em Porto Alegre (R$ 426,74), seguido pelo de São Paulo (R$ 424,36), Rio de Janeiro (418,71) e Florianópolis (R$ 418,61). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 316,65), João Pessoa (329,52) e Natal (R$ 331,18). 



Com base na cesta mais cara, que, em dezembro, foi a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em dezembro de 2017, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.585,05, ou 3,83 vezes o mínimo de R$ 937. Em novembro, o mínimo necessário correspondeu a R$ 3.731,39, ou 3,98 vezes o piso vigente. Em dezembro de 2016, o salário mínimo necessário foi de R$ 3.856,23, ou 4,38 vezes o piso em vigor, que equivalia a R$ 880. (MP) 

Fonte:Redação / Diário de Cuiabá
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